Com o tempo, a sociedade tem se tornado cada vez mais consciente do abuso de animais e do quanto eles sofrem em cativeiro, especialmente em zoológicos e parques para o entretenimento de pessoas, com shows e amostras dos seus “talentos”.

Um dos parques que recebeu mais críticas é o Sea World, onde ocorreram vários casos de maus-tratos e mortes de cetáceos cansados ​​de serem explorados.

Agora, a organização World Animal Protection iniciou uma petição para proibir o parque de reproduzir e criar golfinhos em cativeiro, pois isso iria contra as regras básicas de conservação. Ben Pearson, gerente de campanha, disse ao 9News que nada no programa Sea World realmente apoia a ideia de conservação dos golfinhos.

“Queremos que os golfinhos do Sea World sejam a última geração a viver em cativeiro em Queensland”, disse ele sobre a instalação do parque na Austrália. Um dos maiores problemas com a reprodução de animais em cativeiro é que eles não podem ser libertados a qualquer momento. Se o Sea World estivesse a resgatar golfinhos feridos ou doentes e a reabilitar e depois os libertasse, isso seria aceitável, mas a reprodução em cativeiro não é isso.

Pearson disse que o parque deve começar a ver este tipo de negócios como um santuário que se concentra no resgate e na reabilitação.

De acordo com a petição, atualmente 30 golfinhos no Sea World nasceram e foram criados lá. Considerando que eles podem viver até 50 anos e nadam centenas de quilómetros, a sua vida no parque torna-se rotineira e entediante.

No entanto, o parque tentou se defender, afirmando publicamente que “toda a reprodução no Sea World é parte de um programa projetado para ser natural”. Segundo eles, os golfinhos vivem em grupos e têm a oportunidade de brincar e interagir com outros da sua espécie.

Mas Pearson insiste que o parque não tem espaço adequado para atender às necessidades básicas dos golfinhos. A petição já tem mais de 5500 assinaturas, mas o governo de Queensland apoia o Sea World, infelizmente.

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