A questão do excesso de peso deve ser tratada com cuidado. Muitas pessoas, especialmente as meninas, podem ser afetadas e desenvolver certos distúrbios alimentares e psicológicos se forem julgadas pela sua aparência de uma maneira muito cruel.

O presidente mexicano de Ahome em Sinaloa, Manuel Chapman, visitou uma escola rural e acabou por ser alvo de críticas de muitas pessoas depois de fazer uma menina chorar porque lhe chamou obesa.

Ele aproximou-se dum grupo de crianças do Centro de Educação Indígena Inicial e pediu a uma menina de cinco anos chamada Nancy para se aproximar dele. Então ele começou a interrogá-la na frente dos seus colegas de turma e dos professores sobre os seus gostos alimentares, que eram principalmente ovos e doces.

A criança evidentemente apresenta sinais de excesso de peso, mas qualquer adulto sabe que estas questões são sensíveis e, portanto, devem ser abordadas com grande habilidade. No entanto, o chefe comunitário não levou isso em conta e disse a um dos professores em voz alta que a menina tinha uma “uma horrível obesidade”.

“Qual é o problema com essa menina? Está com sobrepeso… Tem uma obesidade horrível! Horrível por quê? Vocês sabem ou não sabem?” Chapman perguntou à professora, enquanto Nancy e o resto das crianças ouviam.

A única coisa que provocou com as suas palavras foi que todos os presentes estavam desconfortáveis ​​e a menina começou a chorar envergonhada.

O que aconteceu veio à tona depois que uma mulher no Facebook, Fernanda Rivera partilhou um vídeo: “É maneira de fazer política? Como é possível colocar em jogo a sensibilidade de uma menina (…)”, escreveu.

A publicação está repleta de críticas ao político, que teve que fazer um pedido público de desculpas à família de Nancy e à menina, especialmente depois de saber que a menina está a faltar às aulas, porque se recusa. Os pais ainda ponderam a possibilidade de a mudar de estabelecimento.

Segundo o prefeito de Ahome, a sua intenção era dialogar com as autoridades escolares sobre a obesidade infantil e abordar o problema. E embora ele tenha tentado se aproximar da família de alguma forma, o pai da menina, chamado Manuel António, quer-o bem longe.

“Não queremos nada, o fato de eles oferecerem coisas não apaga o que aconteceu, por agora eu não peço nada”, diz o pai revoltado com o acontecimento.

As declarações não só tiveram consequências para a menor, a sua mãe, que sofre de diabetes, também foi afetada psicologicamente e ambas deviam receber atendimento médico. A escola, entretanto, já recebeu indicações de como tratar Nancy após as declarações do presidente, caso ela continue a estudar no estabelecimento.

Traduzido e adaptado: plumasatomicas.com

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