Vivemos numa época em que os insultos são cada vez mais frequentes. Somos alvos de criticas, não construtivas constantemente, e principalmente para quem tem uma grande presença nas redes sociais.

“Engordou!”; “Essa roupa não a favorece!”; “Ficava mais bonita se tivesse um pouco de maquilhagem!” “Está a emagrecer de mais!”, blá blá blá…. Esses comentários não tem fim. Eu acho só, que se as pessoas não tem nada de positivo para dizer, mais vale ficarem caladas, pois a gente não sabe a luta que os outros estão a passar e um simples comentário pode acabar com a auto-estima de alguém.

E por falar em auto-estima, ressalvamos que é algo que se encontra em via de extensão, muito por culpa nossa, porque criticamos os outros, para nos sentirmos melhor connosco próprios, mas isso não nos vai fazer melhor que ninguém, pelo contrário só nos vai tornar pessoas ainda mais frustradas.

“(…) pois nunca sabemos qual é a verdadeira intenção, por muito que digam “não me leve a mal”.”

Vamos lá pensar um pouco sobre isto, afinal todos nós temos familiares, amigos ou conhecidos, certo? Bem nem todos temos, mas grande parte sim. Deixemos então o papel do critico construtivo, para as pessoas mais próximas dessa pessoa, porque quando vem de alguém que não se conhece, pode ser destrutivo, pois nunca sabemos qual é a verdadeira intenção, por muito que digam “não me leve a mal”.

Já dizia o Papa Francisco “Liberdade de expressão não te dá o direito de insultar o próximo”.

E calma, isto nada tem a ver com religião, trata-se apenas de ter bom senso e noção do mal que podemos fazer aos outros, quando fazemos uma “critica construtiva”. Não és católico, não importa, tens os mesmo direitos e deveres de todos os outros, não é por esta afirmação ter sido citada pelo nosso Papa Francisco que não se aplica a ti, aplica-se a todos os seres humanos.

O ideal, será cada um cuidar da sua própria vida, sem julgar os outros, cada um tem as suas opções, e aquilo que não é válido para nós, é apenas a nós próprios que se aplica, não podemos nem devemos impor as nossas ideologias aos outros, por muito que até sejamos amigos e próximos de alguém tem opções de vida diferente das nossas.

Devemos sim, estar ao lado das pessoas no bem e no mal, e o que isso significa?

Significa que se alguém tem ideologias diferentes da nossas mas ainda assim percebemos que isso não vai prejudicar a integridade física e psicológica dessa pessoa, devemos respeitar e apoiar a sua escolha. Mas caso essa escolha lhe traga consequências negativas, temos de lá estar para apoiar, não para dizer que avisámos, mas sim dar o nosso ombro amigo para chorar ou para o que for. Isto falando de amizades próximas.

Quando se trata de comentários de pessoas que não conhecemos, ou que até julgamos que conhecemos porque são figuras públicas, bora lá deixar por dizer aquelas criticazinhas a que chamamos de construtivas para nos sentirmos donos da razão mas que não passam daquela dorzinha de cotovelo, porque afinal foto até ficou perfeita.

A pessoa é perfeita e única na sua imperfeição.

E como alguém dizia, não sei bem quem, se não temos nada de bom para dizer, vamos ficar calados!  A não esquecer também, que tudo o que damos nesta vida volta para nós, portanto se damos o mal, com certeza algum dia ela virá de volta para nós.

Por: Catarina Mendes

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