O tempo em que a mulher ficava em casa a cuidar dos filhos, limpeza e do jantar e o homem dava um jeito na parte da construção da casa, arranjar um telhado ou da janela que partiu, já lá vai. Agora somos todos polivalentes, temos todos direito aprender tudo o que necessitamos para nunca mais depender de ninguém, e tanto é válido para mulheres como para homens.

Então hoje em dia já é possível que a mulher aprenda funções que só o homem é que desempenhava, tal e qual como o homem também aprende funções que antigamente eram da mulher. O homem já sabe cuidar da limpeza, arrumação, filhos, alimentação tão bem quanto a mulher. Agora a mulher também vai poder aprender a fazer uma melhoria na casa a nível de construção, basta querer!

A arquitecta brasileira Carina Guedes notou que no Brasil existe um grande déficit habitacional, então em 2014 ela decidiu fundar um projecto o qual nomeio de “Arquitetura Na Periferia”, ideia que surgiu durante a sua tese de mestrado, juntamente juntamente com a colaboração do seu orientador e do grupo de pesquisa MOM (Morar de Outras Maneiras).

O que acontece na grande maioria das vezes é que as famílias vão para a periferia e as mulheres acabam por perder alguma autonomia pois ficam sujeitas a que os homens lhes façam as melhorias nas casas, pois tratam-se de casa antigas que precisam de alguma remodelação.

Então a arquitecta super insatisfeita com esta situação não baixou os braços e juntamente com colegas de profissão, apenas mulheres, Marina Bornel uma arquitecta e Tereza Rafaela Dias Barros e uma engenheira cívil, que trabalham no sentido objectivo ensinar as mulheres a construir e melhorar as suas próprias casas.

A arquitecta afirma: “Estamos a trabalhar para que as mulheres tenham o máximo de autonomia em relação a decidir onde querem morar e como pretendem melhorar as suas casas.”

Este projecto esta actualmente a operar em favelas, e já se nota uma grande diferença, pois ensinar pessoas, essencialmente as mulheres a melhorarem as condições de habitação, permite que elas próprias consigam fazer um trabalho (que muitos ainda consideram trabalho de homem) sem ter que esperar que venha algum homem ou ter de pagar a um equipa de construção, que ficaria muito mais dispendioso. Além disso uma vez que as mulheres é que vão meter as mãos à obra podem perfeitamente decidir as condições e as preferências que querem para a sua casa.

“Na construção e na decisão de como será uma casa, a grande maioria não respeita a vontade da mulher, alegam muitas vezes que elas não entendem nada. Então normalmente é o pai, tio, marido ou pedreiro que decide. Isso traz más consequências na vida das mulheres que, além de trabalhar, cuidam da manutenção da casa, em condições como: cozinhas sem ventilação,escadas estreitas, torneiras onde o balde não pode ser colocado…”, observa a arquitecta Carina.

O projecto está cada vez como mais sucesso e o exemplo disso é que na ultima campanha de angariação de fundos, elas conseguiram arrecadar cerca de 42 mil reais.

É importante que hajam cada vez mais projectos como este, uma vez que vivemos numa sociedade feminista todos devemos desempenhar as mesmas funções independentemente do género.

Tradução e adaptação: 2plan22.com

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