Os amigos fazem parte da nossa vida e quer queiramos quer não, sem amigos a nossa vida torna-se triste, ninguém consegue ser feliz sem uma das coisas mais importantes da vida, a amizade, que atrevo-me a dizer que é bem mais importante do que um amor.

São eles que nos consolam, as vezes até mais do que a própria família, portanto nunca é demais conhecer pessoas novas e deixar que elas entrem na nossa vida para podermos perceber se merecem ou não.

“(…) se realmente temos amigos é porque também temos algo a oferecer e na vida tudo funciona assim, se recebemos algo, também temos de saber dar algo.”

Segundo o psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira: “Se pensarmos evolutivamente, a amizade faz parte do instinto de sobrevivência, porque, uma vez agrupado, o homem faz as coisas mais rápido e melhor”. Ele afirma também, que se realmente temos amigos é porque também temos algo a oferecer e na vida tudo funciona assim, se recebemos algo, também temos de saber dar algo.

Mas nem sempre tudo é um mar de rosas, nem sempre conseguimos encontrar esse equilíbrio e depois algumas amizades acabam por terminar e outras são capazes de durar uma vida inteira. Quem de vocês não tem aqueles amigos, que passam dias, meses, anos sem encontrar, mas que quando se reencontram tudo está igual? Tratam-se exactamente pelas mesmas alcunhas, como se ontem estivessem juntos! Não é delicioso saber que existem pessoas que tem essa capacidade? Enquanto outras, simplesmente se afastam por motivos pessoais, profissionais e viram um estranho ou um mero conhecido que faz número na tua lista de contactos. É super estranho quando alguém com quem tiveste a maior cumplicidade do mundo durante um pequeno período da tua vida, simplesmente desaparece. Mas isso acontece e não é tão raro assim.

As pessoas mudam com o passar do tempo, e muitas vezes reencontramos os nossos amigos do tempo de escola, lembramos com eles as nossas brincadeiras e aventuras, mas ambos sabemos que essa relação ficou lá atrás. Com o tempo vamos exigindo da amizade coisas diferentes. Quando somos mais novos passamos muito tempo na escola, as amizades ocupam um grande espaço no dia-a-dia, mas depois crescemos, com o trabalho a família e as responsabilidades as coisas abrandam um bocado e a nossa vida social fica um pouco mais limitada, muito pela falta de tempo.

“Mas é importante que continuem a existir os amigos, porque as relações amorosas são sempre uma incógnita (…)”

Psicólogos afirmam também que uma relação amorosa também pode afastar os amigos, e todos sabemos que quando alguém do nosso grupo começa a namorar, o tempo para as saídas à noite e outros programas fica muito mais limitado. A pessoa acaba por ganhar um(a) companheiro(a) e também tem de ter tempo para ele(a). Mas é importante que continuem a existir os amigos, porque as relações amorosas são sempre uma incógnita e se perdermos essa pessoa arriscamo-nos também a perder os amigos que já afastamos anteriormente de forma inconsciente

Uma boa estratégia para conseguir que o vínculo com os amigos não termine é mesmo fazer rituais. Tirar um dia por semana ou mês e reunir a grupeta toda, num restaurante, num bar, numa ida ao cinema, à praia, qualquer coisa. Mas façam disso o vosso ritual, como se fosse um tratamento que tens de fazer periodicamente. E volto a ressalvar, por muito que amem alguém, nunca se esqueçam que os amigos, se formos bons amigos para eles, eles vão lá estar sempre do nosso lado.

Amizade: um vínculo que precisa de muito cuidado

Na teoria parece fácil, mas é mais complicado do que parece, no entanto não é impossível. Um grupo de amigos, quanto maior é, maior a diferença de opiniões, e aí começam as fofocas entre uma dupla de membros do grupo ou mais, mas não vale a pena alimentar, porque acabamos por entrar num beco sem saída, onde A vem falar de B, C vem falar de D e por aí fora, e muitas vezes cada um tem a sua própria versão. É fundamental que se respeite a opinião de cada um, e deixar claro aquilo que temos para “oferecer”, para mais tarde não entrar em conflitos. Também precisamos de reconhecer, que tal e qual como nós não somos 100% corretos, os outros também tem o direito de errar e então temos de saber perdoar quando os outros erram connosco.

Assim sendo, a comunicação é talvez a melhor maneira de resolver os “mal-entendidos”, precisamos de ser sinceros, dizer aquilo que não gostamos, aquilo que gostamos e de perceber se o outro é capaz de mudar algumas coisas por nós. Tal e qual como numa relação amorosa, em que as pessoas se “moldam” uma à outra, na amizade tem de ser exactamente a mesma coisa. A humildade e o diálogo sincero são a melhor maneira de ter verdadeiras amizades.

“(…) se houver confiança e diálogo a rede social pode sim aproximar as pessoas.”

Normalmente o que acaba com uma amizade, muitas vezes é o orgulho e a falta de confiança, não o ciúme ou a distância, ao contrário do que muita gente possa imaginar. Portanto se tens um amigo que mora longe de ti, há sempre maneira de conseguir continuar a cultivar a vossa amizade, já que as redes sociais permitem a aproximação entre as pessoas. Muita gente afirma o contrário, mas na verdade se houver confiança e diálogo a rede social pode sim aproximar as pessoas.

Obviamente que contacto virtual é sempre diferente do que o contacto físico e ficamos carentes daquele abraço da amiga, daquela mão nas costas, enfim de uma panóplia de outras coisas que nos transportam para a vida real.

A única coisa que precisamos ter consideração em relação às interacções virtuais é que devemos sempre saber distinguir os amigos reais dos amigos virtuais (ou como lhe chamam hoje em dia os “seguidores”), pois a fama e ser popular nas redes sociais é muitas vezes confundido com ser amado, isso nada tem a ver com a amizade.

Portanto, tirem um tempinho para dedicar aos vossos amigos mais fiéis, não deixem que as dificuldades do dia-a-dia vos afaste, procura por eles, manda uma mensagem, combina um café, tu precisas disso e eles também!

Por: Catarina Mendes

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